terça-feira, 29 de novembro de 2016

TODOS QUEREMOS SER REPETENTES












As fotografias dos alunos estarão expostas nesta terça-feira (29), a partir das 18h

Quando eu me inscrevi no curso de Fotografia do CUCA não tinha dúvida de que seria muito mais do que um passatempo, até porque tempo é algo que não tenho muito, com a correria para dar conta da imensa jornada de trabalho diária. E então as noites de terça-feira começaram a ter algo muito especial. Gente de todas as idades e profissões, vindas de lugares diferentes, mas unidas pela mesma paixão: a Fotografia.

Com o passar das semanas, cada aula melhor do que a outra. O professor Aldo Lima no comando, com rigor e humor na medida certa, criticando e elogiando, nos ensinando a questionar, a olhar, a ter paciência, a compor. A mim, especialmente, ensinou que é preciso frieza para equilibrar a sensibilidade diante de uma imagem a ser captada. “Sem afobamento!”. Certo, professor.

Um dos aspectos mais gratificantes foi o clima de escoteirismo que tomou conta de nós. O aprendizado de um compartilhado por todos, na dificuldade de outro, o socorro de outros tantos. Foi sempre assim. Até na hora de imprimir e colar as fotos finais. Sem falar na montagem da exposição. Eu não estava lá, mas não desgrudei do celular, vendo todos os momentos registrados.

Aula na sala de vídeo, na Lagoa do Jacaré, no Parque Erivaldo Cerqueira (lá tivemos café da manhã, inclusive), na OCA, na avenida Getúlio Vargas, no escuro, com bombril, embaixo de chuva (sob raios) ou em Cachoeira. Uma cidade que vive à espera de ser fotografada. Ah! Sem dúvida um dos melhores momentos. Muitas fotos da exposição saíram de lá, inclusive a minha.

Turma de terça, turma de quarta... Não importa. No final das contas ficamos todos “coleguinhas”, como sugeriu o professor desde o início. Certamente nenhum de nós sairá desse curso como entrou. Houve reencontros prazerosos com velhos amigos e construção de novas amizades. E o mais interessante é que ninguém quer ser aprovado. Todos queremos ser repetentes no semestre que vem!

Madalena de Jesus, jornalista apaixonada por Fotografia

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

ENCONTRO CORPO E MODA




Evento promoverá, em Salvador, troca de conhecimento sobre as relações corpo e moda com programação inédita, na Casa Castro Alves

Com o objetivo de instigar o olhar para o universo da moda a partir da relação do corpo com o cotidiano em uma sociedade globalizada, caracterizada por fluxos constantes, a Universidade Federal da Bahia (UFBA), através do IHAC (Instituto de Humanidades, Artes e Ciências), e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) promovem em Salvador, no dia 10 de novembro, a primeira edição do Encontro Corpo e Moda – uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Corpo e Cultura (cadastrado no CNPq), coordenado pela professora doutora Renata Pitombo Cidreira.

O evento, que acontecerá a partir das 16h, no espaço cultural Casa de Castro Alves (Santo Antônio Além do Carmo), terá como convidada especial a professora doutora Beatriz Ferreira Pires, da Universidade de São Paulo (USP)/Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Autora dos livros O Corpo como Suporte da Arte - Piercing, Implante, Escarificação, Tatuagem (2005) e Corpo Inciso, Vazado, Transmudado - Inscrições e Temporalidades (2009), Beatriz Ferreira Pires fará uma palestra sobre o conceitoBodyModification, usado para designar as modificações corporais executadas das mais diversas formas - usando-se desde produtos químicos até intervenções cirúrgicas. Intervenções estas que nos apresentam uma nova realidade em que as definições de natureza e cultura se interpenetram, causando na maioria das vezes um desconforto, um estranhamento. “Ao estranho, cabe à função de nos remeter a zonas nebulosas, nas quais, com maior ou menor grau de intensidade, o previsto, o ordinário e o comezinho são inabituais. Apreender o que nelas há, requer ir além da margem, vazar de si”, afirma a arquiteta, artista visual e pesquisadora.

Compõe ainda a programação do Encontro Corpo e Moda a abertura da exposição Imagem de Moda: Vitrina e Cotidiano, de autoria da professora. Renata Pitombo Cidreira. A mostra, que ocupará o espaço de memória do poeta Castro Alves, reúne fotos de vitrines de grandes marcas de moda produzidas em Paris, Milão e Madrid em 2010, 2014 e 2016. Os visitantes poderão ver registros de maisons como Chanel, Dior, Prada, Armani e Lanvin, que buscam evidenciar a força das composições visuais, através das cores, texturas e volumetrias; bem como investigar a relação especular das imagens das vitrinas na conformação imaginária e identitária dos sujeitos, no entrelaçamento com o cotidiano que os cerca. “O interesse por elas está para além do lançamento de tendências. As fotos procuram evidenciar a força da imagem, enquadramentos, narrativas possíveis e o aguçamento do desejo. Desejo de fazer parte daquele mundo num movimento de transposição imaginária”, conta Renata Pitombo Cidreira.

A Casa Castro Alves, espaço integrado de memória, cultura popular, arte e educação, foi o cenário escolhido para sediar o Encontro Corpo e Moda, que terá às 17h30, música ao por do sol, com apresentação especial do coral CaetanUFBA. O grupo, criado em 2012 com o objetivo homenagear Caetano Veloso pelos seus 70 anos, é dirigido pelo maestro Carlos Bernas e conta com o apoio da Profa. Dra. Marilda de Santana, vice-coordenadora do BI em Artes, IHAC/UFBA.  Para fechar a programação, noite de autógrafos com publicações da professora. Beatriz Ferreira Pires.

O evento promete atrair, sobretudo, pesquisadores, professores, estudantes de pós-graduação, além de estudantes de graduação de várias áreas (Comunicação, Ciências Sociais, Cinema, Artes Visuais, História), interessados em ampliar o conhecimento em moda, compreendendo-a como um processo cultural que encontra no corpo incontáveis possibilidades para a expressão de sentidos.

SOBRE AS AUTORAS

Beatriz Ferreira Pires

Arquiteta, artista visual, professora e pesquisadora do Curso de Têxtil e Moda da EACH/USP. Possui Pós-Doutorado (Bolsa Fapesp/2009) pelo programa “Moda, Cultura e Arte” - Centro Universitário SENAC-SP. Doutorado (Bolsa Fapesp/2006) em “Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte”- FE/Unicamp. Mestrado (Bolsa CNPq/2001) - IA/Unicamp. Autora dos livros: “O Corpo como Suporte da Arte”. SENAC, 2005; “Corpo Inciso, Vazado, Transmudado - Inscrições e Temporalidades”. Annablume/FAPESP, 2009.

Renata Pitombo Cidreira

Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, onde também fez Mestrado e formou-se em Jornalismo. Em 2011, fez pós-doutorado em Sociologia no Centro de Estudos sobre o Atual e o Cotidiano, da Université René Descartes (Paris V – Sorbonne). Entre 2003 e 2006, coordenou o curso de graduação em Comunicação e Produção em Moda da FTC Salvador, onde liderou o grupo de pesquisa Moda Mídia. Atualmente, é professora associada da UFRB e líder do grupo de pesquisa Corpo e Cultura (UFRB). Também atua na pós-graduação em Moda, Artes e Contemporaneidade da UNIFACS e no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA, além de participar do grupo Estética e existência da UFBA.

SERVIÇO

Data: 10 de novembro de 2016
Local: Casa Castro Alves (Santo Antônio Além do Carmo, Centro Histórico)
16h - Palestra Beatriz Ferreira Pires
17h30 - Som ao por do sol
19h - Abertura da exposição Imagem de Moda: Vitrina e Cotidiano (Autora: Renata Pitombo Cidreira)
19h30 - Noite de autógrafos com produções de Beatriz Ferreira Pires.

Informações à imprensa:

Larissa Molina – 75 99168-2598
Luís Fernando Lisboa – 71 99132-8835
Gina Reis – 71 99119 1358

terça-feira, 25 de outubro de 2016

HOJE É ANIVERSÁRIO DE RUBY BRIDGES


Ruby foi a primeira criança negra a ir para a escola, com o fim da política de segregação racial nos EUA, em Nova Orleans, em 1960.

Seu primeiro dia de aula foi marcado por xingamentos, medo, racismo. A escola, pasmem, estava vazia, pois os pais não deixaram seus filhos frequentarem o ano escolar com a presença de Ruby. Também não havia professores, apenas um educador quis dar aula para Ruby. Seus pais foram severamente ameaçados. E, durante meses, ela teve que ir e voltar da escola acompanhada por 4 policiais.

E mesmo quando objetos e xingamentos eram jogados contra seu corpo, com 6 anos de idade, Ruby não desistiu, não chorou, sequer fraquejou. Era uma pequena soldada - palavras de Charles Burks, um dos quatro policiais que a escoltavam.

No ano seguinte, Ruby não estava mais sozinha na escola. Inspirados por sua coragem e pela de sua família outras crianças negras foram matriculadas.
Parabéns Ruby por seus 60 anos de vida!

(Via Ventila.org - Postado 14/10/2014)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

PROFESSOR DA FTC PARTICIPA DE FEIRA DE TECNOLOGIA EM BERIMBAU








A palestra do professor Fabrício Oliveira, coordenador do curso Sistemas de Informação da FTC Feira de Santana,  foi o ponto alto da programação da Feira de Tecnologia, projeto didático realizado pelo Colégio Estadual de Conceição do Jacuípe (CECJ). Ele falou sobre os avanços na área e possibilidades no mercado e apresentou robôs montados por alunos da Instituição. Coordenada pela professora Liz da Mata, a Feira Tec - a vida na era das novas sensações, reúne cerca de 300 estudantes. Na programação ainda oficinas, roda de conversa, quiz e exposição de material produzido pelos estudantes.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

FTC VESTE ROSA PARA ALERTAR SOBRE O CÂNCER DE MAMA







O campus da FTC Feira de Santana se vestiu com a cor do Outubro Rosa, mês em que são intensificadas as ações de conscientização sobre a importância da prevenção e a descoberta precoce do câncer de mama. Estão sendo realizadas diversas atividades pela Instituição nas unidades de saúde da cidade, dentro da Disciplina Saúde da Mulher, do curso de Enfermagem. No dia 31 haverá encerramento da programação, no Auditório Professora Terezinha Mamona, envolvendo também os cursos de Nutrição e Psicologia.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

FOLHA DO NORTE, A MINHA ESCOLA DE JORNALISMO




Era final da década de 70. Isso mesmo. 1978, para ser mais exata. Dia 20 de dezembro, quando todos se preparavam para celebrar o Natal, lá estava eu no primeiro dia de trabalho, pelo menos de caráter formal. Sim, porque até então eu já tinha feito muitas coisas – de reforço escolar e vendedora de produtos Avon a professora do Mobral (grande programa de alfabetização de adultos) – como forma de garantir uma remuneração básica, principalmente para comprar livros. Afinal, éramos nove em casa e meus pais não tinham condições de disponibilizar a “caixinha”, a não ser esporadicamente.

Nem o destemor dos 20 anos, nem as orientações do mestre Zadir Marques Porto durante o estágio do curso de Redação no Colégio Estadual, e que eu sigo ainda hoje, impediram o nervosismo típico dos iniciantes. Eu estava diante de uma grande escola e era a minha chance de me especializar na profissão que escolhi. Não havia Faculdade de Jornalismo em Feira de Santana e era nas redações dos jornais que aprendíamos a ser comunicadores de fato. Foi assim comigo e com a grande maioria dos profissionais de comunicação que ainda estão no mercado.

É certo que nessa área aprendemos o tempo inteiro. Aliás, não podemos descuidar desse processo. Mas o Jornal Folha do Norte foi realmente a minha escola de Jornalismo. Lá aprendi não apenas a melhorar a escrita, primeiro como revisora, depois redatora e, só então, repórter, mas lições fundamentais para o pleno exercício da profissão, como o respeito ao leitor, às fontes e, principalmente, à notícia, nossa matéria prima diária. Lá, aprendi que a humildade e a gratidão caminham sempre juntas, para não correr o risco de esquecermos de nenhuma delas.

Sempre digo que não acredito em coincidências, por isso, acho que o fato do meu professor de Geografia do Colégio Estadual, José Luiz Navarro Silva, ser um dos donos do jornal não foi obra do acaso. A ele devo conselhos que só os amigos de verdade têm coragem de dar. Sem falar nos estímulos. O mais gratificante era que ele acreditava em mim. “Você vai longe, menina”, dizia o professor orgulhoso da ex-aluna, de quem se tornaria advogado tempos depois. Como não lembrar de suas palavras de incentivo a cada texto publicado? Bom, não fui tão longe, como ele previu, continuo com as raízes fincadas em Feira de Santana, mas os ensinamentos valeram.  E muito.

As paixões literárias não se limitaram ao professor José Navarro. Talvez por conta da política, onde profissionalmente sempre estive com os dois pés, a relação com o também proprietário Hugo Navarro Silva se tornou igualmente sólida. Dono de um texto impecável, principalmente crônicas com teor político, Dr. Hugo sabia usar as palavras como ninguém. Eu lembro que morei um tempo em Itabuna, no Sul da Bahia, quando ainda não tínhamos as facilidades das redes sociais, e um amigo se encarregava de recortar e guardar para mim, toda semana, a sua crônica publicada na Folha. Guardo com carinho uma coletânea de seus textos.

Durante a minha passagem pelo jornal Folha do Norte foram muitos os encontros e as amizades construídas para toda a vida. Jailton Batista, meu grande amigo JB, com quem trabalhei em outras oportunidades, inclusive quando assumiu a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer; Manoelito Guimarães, que há muito foi para a eternidade; Luiz Gonzaga, nome de artista e alma de jogador de futebol; Edson Paschoal e Henrique Cerqueira; Vanda, inesquecível! Só para citar alguns. E havia ainda os agregados. Quem não lembra de Glarkas, o artista plástico que emoldurava as paredes do jornal? E Dr. Evandro Cardoso, o psiquiatra atrapalhado que cuidava de todos.

A verdade é que a vida profissional foi me levando para outros órgãos de comunicação – Jornal Feira Hoje, Revista Panorama da Bahia, Revista Hoje – e assessorias de órgãos públicos e empresas privadas, mas nunca me afastei totalmente do Folha, que neste 2016 tão conturbado pelos problemas políticos do país chega a 107 anos de fundação, no dia 17 de setembro. Diário, semanal, mensal. Não importa. Ele está sempre ali, inclusive virtualmente de uns tempos para cá, como referência do Jornalismo feirense.

Estamos cada vez mais nos acostumando com mudanças, muitas delas implicando em perdas. No entanto, há situações inimagináveis. Não dá para imaginar, por exemplo, Feira de Santana sem o Jornal Folha do Norte. A cidade e o veículo de comunicação estão ligados pelo tempo, uma relação que envolve da política à cultura, do comércio à indústria, da educação à saúde. São indissociáveis. Enfim, é a nossa história impressa, registrada, guardada, preservada, respeitada. Só não sabemos até quando...

Madalena de Jesus 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

EMOÇÃO: CLAUDIO VIEIRA LANÇA BIOGRAFIA NA FTC












Ele não gosta da palavra superação. Talvez por preferir valorizar mais as conquistas – que são muitas ao longo de seus 40 anos de vida – do que as limitações naturais da deficiência de locomoção. O fato é que Claudio Vieira de Oliveira faz da vida uma grande vitrine para a própria história, contada no livro “O mundo está ao contrário”. A obra, publicada pela Bella Editora, foi lançada na noite de ontem (31), no Auditório Professora Terezinha Mamona, na FTC Feira de Santana.

Foi um momento de reencontros, agradecimentos e, sobretudo, muita emoção. “Estou em casa”. Resumiu o bacharel em Ciências Contábeis formado pela Instituição, que viaja o mundo inteiro fazendo conferências sobre vida e ensinando como encarar um desafio de cada vez. Um dos mais importantes deles foi ir para a escola e ele não somente conseguiu estudar, como retornar à sala de aula como professor. Fez Magistério.

Tudo isso sem perder a essência do menino nascido em Monte Santo, no sertão baiano, cidade que divide com Feira de Santana o vínculo com as suas raízes. Claudio sabe que chama a atenção por onde passa. Portador de uma patologia rara cientificamente identificada como Artrogripose Múltipla Congênita (AMC), ele se comporta com uma naturalidade impressionante, em qualquer situação. “Eu vejo tudo normal”, garante.

“O segredo é acreditar”. Ensina o escritor, para quem a vida não tem receita pronta, mas acha que ser positivo é um caminho para a vitória, pois “a palavra tem força”. E para ele teve mesmo. Claudio contou que ainda criança costumava pedir à mãe que se alguém o procurasse dissesse que ele estava na Europa, nos Estados Unidos. Não deu outra. Tanto que a próxima meta é viajar para a Filadélfia. A de sempre é ser feliz.

Na solenidade de lançamento de sua biografia, Claudio reviveu momentos nunca esquecidos. “Ele chegou em minha sala, carregado por outro rapaz, e disse: o que é preciso fazer para estudar nesta Faculdade?”, contou o então diretor da FTC Feira de Santana, professor Josué Mello, que lhe assegurou uma bolsa integral. O rapaz era um primo do estudante, Adelson, que o acompanhou durante todo o curso.

Para o diretor da Rede FTC, professor Cristiano Lôbo, o retorno de Claudio Vieira representa um presente para a Faculdade, pelo seu exemplo de força e determinação. No final da solenidade que precedeu a sessão de autógrafos, os dois protagonizaram momentos emocionantes, em uma conversa informal em que foram relatadas várias passagens da vida do ex-aluno. “Não posso contar mais, está no livro”, provocou o autor.

Diante de um grande público formado por professores, estudantes, profissionais de imprensa, autoridades, familiares – a mãe Maria José foi homenageada – e amigos do escritor, a jornalista Ana Landi não conteve a emoção ao apresentar a obra e falar da relação da Bella Editora com Claudio Vieira. “Nosso compromisso é publicar histórias de vida interessantes”, disse, destacando a importância do trabalho do baiano para a literatura.

Madalena de Jesus